03/09/2014

[Poesia, café, chuva.
Silêncio e cigarro:
ou se resignifica
a solidão
ou se morre de    


                                                                            vazio]




No vale da voz
o Segredo
se engendra
e silencia
contemplativo
 
((geografias pretéritas
flúmen de menarcas
proteínas
essa maçã de vísceras
o atilho que ata
o que vive
ao que há
e suga
   
um alfa
de temperaturas
o inextricável
de carne
éter
grossuras
umas esfera
de peso
e ranhuras))
 
irrompe
a alcatifa veludosa
rubi-vermelho
consubstancia
no fluídico
carmesim
do visco:
escala
   
túneis de cartilagem
paredes de tumores
nódulos
húmus
contração telúrica
de vísceras:
ápice
   
o topo celífluo
do abismo
planícies
gentes
matéria
ranger de dentes
rochedo de ossos
que vence:
ei-Lo no fundo.
   
- o amor:
um silêncio
a quem:
quem saberá
o Segredo:
dizê-lo?
 
vômito sideral
de galáxias corpóreas
a supernova-espírito
o meu amor
ele
não dito
ele mesmo o meu amor
tantas vezes engolido
tantas vezes amordaçado
tudo é
enquanto não é
memória
de dias
nunca amanhecidos
onde gesto e rima
vivem no papiro virgem
que o teu SIM
 riscaria com a nossa história.

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