Não me peça pra te escrever,
quando você não sabe quantas foram as vezes em que as palavras se juntaram num canto para tentar amenizar a dor que você me causa. Não me peça nada, quando você não leu os vocábulos que eu usei tentando, em vão, descrever a tua saudade em mim. Você não soube do quão amargo foi o nó entalado na alma por não ter mais calma para respirar. Você não soube quantas músicas eu usei como mantra para me convencer que até um fim um dia se torna fim. Você não sabe, mas eu não vejo mais as cores ou o brilho: meus olhos morreram nos teus. Você não sabe o quão foi doloroso, sufocante, frustrante ver você me levar à força em tua mala e olhares de adeus: você me deixou vazia de mim.
Eu fui contigo sem você saber. Você não viu a minha boca sangrando quando o céu desabou e as estrelas queimaram minha garganta. Você não soube das cefaléias que tive de tanto bater a cabeça na parede na tentativa de acordar de um pesadelo. Você não viu que eu perdi as contas dos abismos em que me atolei. Você não sentiu o quão forte apertei minha boca para não gritar em público o vazio que é tua falta. Você não viu os hematomas, as feridas, as marcas que o amor deixa - você nunca amou, baby. Você não sentiu o meu cheiro podre. Você não viu o quanto me segurei ao chão. Você já viu o chão se abrir? Você roubou de mim as solas dos pés quando resolveu me levar ao céu: você as deixou sangrando.Você não me viu lutando contra a esperança suicida de te ver voltar.Você não sentiu o cansaço em minhas pernas trêmulas a cada vômito de tanto chorar. Você não viu meus olhos inchados. Você não soube que tive que pisar em espinhos para achar o caminho de casa sozinha – os espinhos estão em minha alma, baby.Não me obrigue a te escrever, pois eu perdi o tato e as digitais secando a face e tentando colar meus cacos.Não me peça para te escrever, pois você não foi suficiente capaz de ler em minha retina, que meu amor por ti, era verdadeiro.Eu fui contigo sem você saber. Você não viu a minha boca sangrando quando o céu desabou e as estrelas queimaram minha garganta. Você não soube das cefaléias que tive de tanto bater a cabeça na parede na tentativa de acordar de um pesadelo. Você não viu que eu perdi as contas dos abismos em que me atolei. Você não sentiu o quão forte apertei minha boca para não gritar em público o vazio que é tua falta. Você não viu os hematomas, as feridas, as marcas que o amor deixa - você nunca amou, baby. Você não sentiu o meu cheiro podre. Você não viu o quanto me segurei ao chão. Você já viu o chão se abrir? Você roubou de mim as solas dos pés quando resolveu me levar ao céu: você as deixou sangrando.Você não me viu lutando contra a esperança suicida de te ver voltar.Você não sentiu o cansaço em minhas pernas trêmulas a cada vômito de tanto chorar. Você não viu meus olhos inchados. Você não soube que tive que pisar em espinhos para achar o caminho de casa sozinha – os espinhos estão em minha alma, baby.Não me obrigue a te escrever, pois eu perdi o tato e as digitais secando a face e tentando colar meus cacos.Não me peça para te escrever, pois você não foi suficiente capaz de ler em minha retina, que meu amor por ti, era verdadeiro.Eu fui contigo sem você saber. Você não viu a minha boca sangrando quando o céu desabou e as estrelas queimaram minha garganta. Você não soube das cefaléias que tive de tanto bater a cabeça na parede na tentativa de acordar de um pesadelo. Você não viu que eu perdi as contas dos abismos em que me atolei. Você não sentiu o quão forte apertei minha boca para não gritar em público o vazio que é tua falta. Você não viu os hematomas, as feridas, as marcas que o amor deixa - você nunca amou, baby. Você não sentiu o meu cheiro podre. Você não viu o quanto me segurei ao chão. Você já viu o chão se abrir? Você roubou de mim as solas dos pés quando resolveu me levar ao céu: você as deixou sangrando.Você não me viu lutando contra a esperança suicida de te ver voltar.Você não sentiu o cansaço em minhas pernas trêmulas a cada vômito de tanto chorar. Você não viu meus olhos inchados. Você não soube que tive que pisar em espinhos para achar o caminho de casa sozinha – os espinhos estão em minha alma, baby.Não me obrigue a te escrever, pois eu perdi o tato e as digitais secando a face e tentando colar meus cacos.Não me peça para te escrever, pois você não foi suficiente capaz de ler em minha retina, que meu amor por ti, era verdadeiro.Eu fui contigo sem você saber. Você não viu a minha boca sangrando quando o céu desabou e as estrelas queimaram minha garganta. Você não soube das cefaléias que tive de tanto bater a cabeça na parede na tentativa de acordar de um pesadelo. Você não viu que eu perdi as contas dos abismos em que me atolei. Você não sentiu o quão forte apertei minha boca para não gritar em público o vazio que é tua falta. Você não viu os hematomas, as feridas, as marcas que o amor deixa - você nunca amou, baby. Você não sentiu o meu cheiro podre. Você não viu o quanto me segurei ao chão. Você já viu o chão se abrir? Você roubou de mim as solas dos pés quando resolveu me levar ao céu: você as deixou sangrando.Você não me viu lutando contra a esperança suicida de te ver voltar.Você não sentiu o cansaço em minhas pernas trêmulas a cada vômito de tanto chorar. Você não viu meus olhos inchados. Você não soube que tive que pisar em espinhos para achar o caminho de casa sozinha – os espinhos estão em minha alma, baby.Não me obrigue a te escrever, pois eu perdi o tato e as digitais secando a face e tentando colar meus cacos.Não me peça para te escrever, pois você não foi suficiente capaz de ler em minha retina, que meu amor por ti, era verdadeiro.
Carol Souza, Voraz. 2012.
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