31/10/2013

i-


Por amar, dou-lhe a métrica e algum verso
solitário,
não o vômito influxo e memórico
dos teus sorrisos tortos e vazios
que tantas vezes foram tuas palavras.
Dou-lhe minha mão e peço que não solte
para que a                          desordem
                       e a solidão
dos meus dias não me amedrontem
quando a noite chegar.
Dou-lhe, pois, o motivo mais secreto
Que há na aleatoriedade das minhas lágrimas,
estas, que já não caem sem porquê.

Peço que escute,

Escute o que há no silêncio entre nós:
há um poema sendo descoberto
quando deixa falar tua desrazão.

Nenhum comentário:

Seguidores