Por amar, dou-lhe a métrica e algum verso
solitário,
não o vômito influxo e memórico
dos teus sorrisos tortos e vazios
que tantas vezes foram tuas palavras.
Dou-lhe minha mão e peço que não solte
para que a desordem
e a solidão
dos meus dias não me amedrontem
quando a noite chegar.
Dou-lhe, pois, o motivo mais secreto
Que há na aleatoriedade das minhas lágrimas,
estas, que já não caem sem porquê.
Peço que escute,
Escute o que há no silêncio entre nós:
há um poema sendo descoberto
quando deixa falar tua desrazão.
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