Os
homens gravitam no vácuo
Entre
o sonho e a sina
Suplantando
o deslize
De
ter-se aceitado eternamente
Humano.
O
cão tritura o osso
Sob
o céu desumano
Ludibriando
o estômago
Convexo
de fome.
A
planta acolhe
Banhada
de lua
O
grilhão biogênico
Que
a aferrolha à planície
O
mosquito suga
O
sangue fluorescente
Que
corre nos canos
Da
criança transgênica
Antônio
penetra Maria
Carinhosamente
animal
Com
seu encéfalo-pênis
Que
pulsa e a explora.
Maria
pensa na filha
Enquanto
é invadida
Por
um membro indecoroso
Ardendo
em febre.
A
terra, no espaço
Circula
o sol
Enquanto
organismos
Nos
olham de longe.
Eu
estirado no quarto:
Viver
é inexistir.
é inexistir.
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