03/11/2013

Telemaquia, horas e cactos.

Por onde andaram meus versos e rimas 
Ausentes nesta noite solitária,
De ânsia agônica, tísica e malárica 
Na ausência da indecente cafeína? 

Morreram mentes; sóbrios viciados...! 

Quais das mães - cegas - oram estes nomes? 
Tantos olhos, feito aves, agitados 
Tantas mãos a tremer por estes homens!

Sou monstro dos profundos labirintos
Telêmaco hediondo! Cá, Penélope,
Enquanto queima os dedos em tua vela

Na algazarra biológica das granjas
Eu fujo aos teus olhos de ciclope
Ao passo que assopro a minha canja!


Gustavo de Castro

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