23/07/2013

Realismo real

A vida cobrou-me realismo
E só assim, agora, sei viver.

Realismo não-literário
Realismo do instante
Embora o bastante
Ainda me nego a ver.

A vida cobrou-me existir.
Segue vivendo quem tem nos olhos
A poesia do arrepio ao por do sol
E os sonetos engasgados na noite.
Seguirei existindo.

Deixo nas linhas outras
Tudo o que fui diante do papel branco.
E deixo aos próximos versos
Tudo que não posso mais ser
Diante do papel branco.

A vida cobrou-me
E sinto que hei de pagar
Verso por verso
Sem

Métrica

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