A vida
cobrou-me realismo
E só assim,
agora, sei viver.
Realismo
não-literário
Realismo do
instante
Embora o
bastante
Ainda me
nego a ver.
A vida
cobrou-me existir.
Segue
vivendo quem tem nos olhos
A poesia do
arrepio ao por do sol
E os sonetos
engasgados na noite.
Seguirei
existindo.
Deixo nas
linhas outras
Tudo o que
fui diante do papel branco.
E deixo aos
próximos versos
Tudo que não
posso mais ser
Diante do
papel branco.
A vida
cobrou-me
E sinto que
hei de pagar
Verso por
verso
Sem
Métrica
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