Por onde
andas tu, verso de minhas dores?
Estou ébrio,
planando em liberdade
Sem métrica,
sem rima e sem verdade
No ardente
descompasso dos amores.
Bebi d’agitada
água dos modernos
E meu verso
entreguei ao barbarismo.
Sinto: não
me há nas letras de anarquismo,
Existo onde
há compasso e tom expresso.
Volte ao meu lápis ágil a compor
Os versos decassílabos perfeitos!
À elitização
irei impor
Liberte agora os versos dos sonetos!
Só será
livre o poeta de si mesmo:
-Tua regra
será o riste do teu dedo!
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