14/12/2012


Sobre o que está diante dos olhos:
Vejo tanto quanto quero,
Sinto tanto quanto posso.
Mas vivo tudo que me toca
Terra, ar, água e fumaça de cigarro.
É uma pausa estar diante do mundo
É a pausa que eu preciso.
Um toque ao ombro e perder-me
Na mesquinhez humana é estar vivo.
Somente vivo.

Regressar ao útero de minha mãe
E definhar até virar o líquido viscoso
Que papai segregara no seu interior
Seria o caminha da paz
Pois eu já existo e isso é imutável. 

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