26/12/2012


Soltar o punho sobre a nuvem
Branca que flui espargida
No acaso do meu céu.
São gritos vertendo em signos

A luz que entra da janela
Não são fótons descambando
A penumbra desta alcova.
É o despertar do mundo
Em um verso de fulgor

Eu existo para o encontro
Da vida com o papel
Branco ou escrito -ambos
São vozes de vento em queda.

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