Queria fazer das palavras, abruptamente, véus de sonhos. Queria tão somente que meus versos fulgurassem-se no infinito. Posto que caiba a mim a verdade dos teus atos, posto que só a mim seja adjudicada a causa de teus erros. Torno-te versos presos, assim como me prendo a você. Não vôo. Torno-te os meus versos e as minhas palavras. E torno-me o erro. Sou teu erro ao estar sempre à espera que tu venhas e me abraces, assim como sempre tu estás à espera que a vida te traga um sinal, te aponte um caminho e escolha por ti o que não és capaz. E ela está escolher por ti. Foste e vieste. Gosto de acreditar que estás a encontrar com seu destino, nos caminhos que escolheu para fugir dele.
Gustavo de Castro

2 comentários:
Sei que estou diante da obra de alguém que se eternizará através das palavras. Espero o seu futuro garoto, meus parabéns.
Obrigado,de coração. Mas ficaria mais interessante se você se identificasse né. Agora fico curioso!
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