06/06/2011

Segundo Soneto Secreto





Forja-me, como pedra a ser moldada.
Esta estalagmite de desejos
Regida pelas gotas de tua fala
Na melodia ébria dos teus medos.

Atraca-me nos véus dos lábios teus
Neles me farei homem, lua e pássaro
Donde os olhos maldosos do adeus,
Olhem-me tão distante e tão raro.

Tenta-me a chorar as tuas lágrimas
Chorá-las para o som qualquer que seja
Harmonizar os gritos de tua calma

É tão pouco, o motivo das minhas vidas,
Renascendo onde meu corpo esteja
O corpo só, pois já é tua minh’alma.



Gustavo Castro

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