10/09/2010

Soneto-Alerta.


Estes versos com os quais engano
A vós que lês e a mim que escreve
São o reflexo obscuro com que profano
O amor ao qual minh’alma está entregue.

E ao fazer real  minha emoção
Falsamente, o que com estes represento:
Versos que falam pelo meu coração
Mas distantes de falar por meu sentimento.

Sou incapaz de encontrar o verso puro
Que traga ao mundo os meus desalentos...
Por toda a vida eu vos asseguro:

Serão versos falsos a dançar aos ventos,
Que nascem na intenção ser
O que com palavra alguma se pode descrever.


Gustavo Castro.


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