05/09/2010

Soneto.


Eis que pesa o silêncio nos ares do choro
Que humano ri: epopéia de loucura...
E nos tons graves e agudos do infinito
Escreve na alma a melodia descompassada do tempo.

E a solidão a tecer sua teia,
Dissoluta no espaço: - armadilha!
Captura no imo, miríades de sentimentos:
Transmutação dos versos atentos.

Dentre silêncio negro
Igualmente, estalos e motejos
Preso à imensidão das rimas

Reluto, todavia deleito o esperar
-Prazer talvez oculto, ao aguardar o fim
Na densa teia que é o ato de amar.


Gustavo Castro.


Um comentário:

Caio Vinícius Leal de Brito disse...

Dahora em guustavo gostei mt bom

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