28/08/2010

Soneto de traição



Soneto de traição.

A tamanha dor que debruça sob meus olhos
Regando lágrimas rubras e ácidas
Pela traição que fez em destroços
A confiança antes intacta.

E o choro que brota violento
Que da alma emana soluçante
Traz à vida seu tormento,
Torna-a agonizante.

Uma lição ei de tirar
Que cego pelo amor, não se fez vista
Não se pode confiar, eis a verdade,

Na bela interpretação do artista
E essa tal de lealdade
Desconheço onde ela fica...


Gustavo Castro



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