20/08/2010

Meu mundo caiu!


Hoje meu mundo caiu. Milhões de pedras rolaram sobre minha face, ventanias soltas cantaram a melodia do fim em meus ouvidos. Eu nada pude fazer; eu tudo faria: a vida, o sol, o mar e o mundo nada seriam perto do que eu buscaria e lhe entregaria – Ainda é forte o que sinto por você: intacto!
Suas palavras saíram como um míssil e eu o alvo indefeso. Sou a vítima?, talvez isso te irritaria. Não sei o que sou e quem sou! Os vulcões de minh’alma  estão em atividade e a lava escapa pelos ouvidos, nariz, olhos...Pela boca! Quero gritar, mas temo o grito; a premonição de que o único consolo que escutarei será os ecos da minha voz soluçante, amedronta-me. E agora eu sou zombado mais uma vez, e insana a solidão debruça-se sobre meus olhos. O peso é grande, expulsa algumas lágrimas.
Eu preciso me levantar e devo! O garoto orgulhoso e imbatível ainda está aqui, escondido nas entranhas desse amor que ainda vive. A libertação do sentimento é a liberdade interior do eu. Ele precisa alçar vôo e enquanto o amor singular existir isso não será feito. Mas o eu define-me, essa partícula a qual devo minha personalidade, não posso perdê-la. Se a liberto perco-me de vez. Não sei o que eu seria sem o amor e sem sofrer por ele: o futuro incerto causa-me espanto. Talvez a solidão seja tão grande a ponto de necessitar-se um mundo fabulado e junto a ele um amor, para preencher o vazio lúgubre de mim.
Só me resta esperar, pois toda catástrofe chega ao seu fim, até as da alma. Uma ferida aberta não é impossível de cicatrizar, basta saber o que se fazer; é exatamente isso que me falta (decepção): Não sei! Ter nascido estragou-me a saúde; obrigado pelas palavras Clarice.




Gustavo Castro.

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