17/08/2010

Soneto da eterna espera.



Abdico à felicidade vacilante
E ao súbito cálice da pura dor
Entrego-me em louvor
Na eternidade dum instante
De desordem e estupor
Que assalta meu coração amante
E ao verter lágrimas rubras
Num choro de eterna agonia
Insalubre solidão e melancolia
Dor mortal que vence as curas...
E a grande espera será eterna alegoria
Até que um dia ama torne-se amou
Ou nele encontre a alegria
Que há tanto me deixou.


Gustavo Castro




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