29/08/2010

Desabafo.


O verdadeiro reflexo do meu sorriso é um choro amargurado, oculto no contrair forçado dos meus músculos lassos, que demonstram o que por muito eu não tenho livremente: um sorriso.
Deixo transparecer o que é mais conveniente a mim, porém, ora me desobedeço e a triste figura ressurge; surgem perguntas, buscas incertas por motivos que desconheço até então e que por ventura insistem em ofuscar o meu caminho. Tantos são os questionamentos e eu busco incessante e inútil encontrar; sei que busco algo e é tudo!, seria a felicidade? Respostas? Eu busco, é o que verdadeiramente sei.
Desprovido de razão, empunhando a ambigüidade dos sentimentos, caminho a começos e fins, ambos falsos; uma pseudo-caminhada . Toda realidade já não existe mais, não para mim. Minha maior ilusão foi acreditar que tenho a punho as rédeas do meu destino, quando na verdade ele nem existe: sou um miserável escravo do acaso. Sei que busco e isso basta por enquanto, antes que tropece nas palavras, pois sei que não haverá um entendimento. Assim como eu, faça de conta que chegou ao fim...do texto.

Gustavo Castro.

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