homem
há desejo:
fricção de carnes
que rosnam futuros
incertos
nas noites em que
pesco
em tua boca
sabores perdidos
não mais que
desejo
não mais que
o impessoal
limite do corpo
a dizer a verdade
do que somos:
um eu sem-fim
encarcerado num corpo
que caga.
por tal
me tens assim:
não-humano
animal
corpóreo
e nem puderas
de outra forma, ser
pois o instante arde
terminável
o amanhã
é um vento que passa
e ainda há milhões
de doenças que irão
nos matar.
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