24/11/2012

À Aline Faccioli


Quando morrer eu hei de resgatar
Os momentos que não pude viver
Ao lado de tua intacta presença
De gêmea humanidade do meu ser.

Hei de resgatar, quando eu não existir
Os meus passos na areia, solitários,
Recolocá-los frágeis, junto aos teus
Para que não se percam em toda ausência.

Pudesse eu não ter laços e limites
E levar-te comigo pela vida
De desditoso herói da própria fábula,

Até ser fim, e desde de o meu começo
Onde tudo iniciou na seiva incólume
Lá no primeiro dia em que houve mim.



Gustavo de Castro

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