27/09/2012

Há algo no que eu digo que vai muito além de palavras - um peso secreto que talvez ninguém sinta ou entenda. Eu digo muito mais quando não digo nada, e é assim que me protejo: ou eu silencio ou eu grito. E a consequência é a forma sobrepondo-se à semântica; só assim posso evitar que invadam minhas frases. E só assim me faço entender a quem eu quero que me entenda. O que há de ríspido entre o que eu digo é o que há de intempestivo adornando o que eu escuto. E o que há de silêncio, é quase sempre uma verdade, que diante de evidente insensatez, ficou muda. Não é impulsividade ao falar, é falta de "observatividade" de quem escuta.

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