26/08/2012

A um amigo.


Eu reconheço em ti, os olhos vivos
Da criança atenta ao mundo insensato,
Porque a tua insensatez de vilão
Está em atirar palavras ao papel.

Porque o teu ódio não está no peito
Está nos olhos. Deles, logo parte,
E o mundo não responde com sorriso
O adeus que tu acenas com alegria.

Porque a força que tu estás aliado
Não está no músculo dos teus membros
Ela está nos segundos das tuas horas.

O mistério que habita tuas palavras
Não impede que este mundo as entenda,
Apenas seleciona quem as sentem. 

Gustavo de Castro

Um comentário:

Unknown disse...

Lindo. Não haveria palavras que se encaixassem melhor pra falar sobre ele. Feliz de ter um amigo que escreve tão bem, e outro que com certeza merece todas essas belas palavras. Eu vos amo.

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