02/07/2012

Olhos verdes




Olhos verdes.

Não me diga palavras, pois não ouço,
E jamais as farei recordação.
Diz-me através dos teus olhos serenos
Que são da cor que eu buscava ver.

E tua voz é canção que eu escutava
Nas manhãs quando as árvores sorriam.
Porém teus olhos são eternos vivos:
Não se sabem das sombras nem dos dias.

Nega-me a luz do dia nesta noite.
E não será o pão que me fará
Definhar como quem não viu o verde.

Nega-me nesta noite o ar inerte
Pois já povoei túmulos vazios...
Porém, quero viver à sua sombra!


Gustavo de Castro

Nenhum comentário:

Seguidores