Olhos
verdes.
Não me diga
palavras, pois não ouço,
E jamais as
farei recordação.
Diz-me
através dos teus olhos serenos
Que são da
cor que eu buscava ver.
E tua voz é
canção que eu escutava
Nas manhãs
quando as árvores sorriam.
Porém teus
olhos são eternos vivos:
Não se sabem
das sombras nem dos dias.
Nega-me a
luz do dia nesta noite.
E não será o
pão que me fará
Definhar
como quem não viu o verde.
Nega-me
nesta noite o ar inerte
Pois já povoei
túmulos vazios...
Porém, quero
viver à sua sombra!

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