28/09/2011

Soneto Epigrâmico.



Tu, alma que repousa sobre as sombras
Do crepúsculo que a aurora finda turvo,
Acorda-te! Levanta-te pro mundo
Pois os teus sonhos voaram feito pombas.

Teu sono de amor roubou-te à vida!
Durmas tranqüilo, ainda que tu podes.
Até que cobrem conta de tua sina:
-Escarre nesta boca que te morde!

Tu foste um dia alegre – E já foi!
Aguarda-te por pena que tu podes
Roubar do mundo o ultimo sorriso

E regar o teu pranto que te dói
Sem abrigo, sem sorte e sem amigo:
-Escarre nesta boca que te rói!


Gustavo Castro.

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