21/03/2011

Sinestesia em verso.


Podias tu dizer-me; dizer-me tudo, dizer-me nada.
Podias quebrar o silêncio que abarrota nossos medos.
Só não te cales, se me não podes auscultar em versos...
Só não sorria, se o que queres é ferir-me.
Tendo a pensar que te desvendo; sega-me, pois.
Não faça desabrochar, no campo infértil que sou,
A flor que não poderás regar
Enquanto viverem estes versos...
Já ousei a tentar desvendar-te, a tentar te descobrir,
Por cada sorriso pintado em tua tela, em tua arte
De seres tão somente e único tu.
E quando escrevo não são mãos, são veias.
E se te tomasse em lábios um só beijo, o faria com o coração.
Pinto em letras a sinestesia... Sinta que não são palavras!
A te olhar com meus lábios, a sentir teu cheiro com minha boca.
Só digo em palavras o que por atos faltam-me forças para dizer:
Vença-me. Seduza-me. Fique comigo. Lembre-me. Esqueça-se.
Ame-me, odeie-me. Ah, faça- me sofrer!


Gustavo Castro.

Um comentário:

Jenny disse...

Adoro o que você escreve, gostaria de te conhecer melhor.
Bjs

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