Quais das almas tão minhas te pertence?
Digo, pois, destes olhos que vos busca
Que são ao mar, navios contra a corrente,
A derivarem em vós na noite escura.
Cala-te e m‘escuta a farfalhar
Meu canto que acalenta os oceanos
-Sete mares, sete ilhas a ecoar
Revelando, o segredo dos Arcanos.
Partirei só, por esta imensidão
De águas turvas, repletas de ondas-tigre...
E então, o que é a vida sem a dimensão
De me lançar ao ato de amar,
Onde minha certeza se abrigue
Na incerteza de onde ancorar?
Gustavo Casto

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