Cântico nebuloso de minha morte...
Subterrânea Deusa-Negra e cálida,
Aguarda-me na tumba tenebrosa de minha sorte
Fúnebre, a consumir minha face pálida!
E vaza o gás sulfídrico dos brônquios;
Remanescente fétida de minh'alma.
Hão de verter em lágrimas os olhos lânguidos!...
Coze-me este amor louco, - e eu perco a calma.
A megalomaníaca vontade:
És a cósmica esfinge de titânio!
Nesta qual, ébrio, lançarei meu crânio.
E abrirei a pútrida fenda em tempestade
E ao mundo doarei minha loucura,
De um louco, que amará sua tumba escura!
Gustavo Catro
4 comentários:
Adorei a poesia. Na verdade, adoro todas que você postou no blog.
Quando você tiver tempo, dá uma passada no meu blog.
♥♥
Típico estilo romantico...
belo soneto...
Um poema que mostra um grande vocabulário... porém pode confuso aos leigos. Prefiro os mais simples e diretos. Mas o seu continua genial.
Obrigado! *-*
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