12/11/2010

Soneto I - A um louco.


Cântico nebuloso de minha morte...
Subterrânea Deusa-Negra e cálida,
Aguarda-me na tumba tenebrosa de minha sorte
Fúnebre, a consumir minha face pálida!

E vaza o gás sulfídrico dos brônquios;
Remanescente fétida de minh'alma.
Hão de verter em lágrimas os olhos lânguidos!...
Coze-me este amor louco, - e eu perco a calma.

A megalomaníaca vontade:
És a cósmica esfinge de titânio!
Nesta qual, ébrio, lançarei meu crânio.

E abrirei a pútrida fenda em tempestade
E ao mundo doarei minha loucura,
De um louco, que amará sua tumba escura!


Gustavo Catro

4 comentários:

Jenny disse...

Adorei a poesia. Na verdade, adoro todas que você postou no blog.
Quando você tiver tempo, dá uma passada no meu blog.
♥♥

Natália Paes disse...

Típico estilo romantico...
belo soneto...

Anônimo disse...

Um poema que mostra um grande vocabulário... porém pode confuso aos leigos. Prefiro os mais simples e diretos. Mas o seu continua genial.

Gustavo de Castro disse...

Obrigado! *-*

Seguidores