Habita, ignóbil em meu crânio
A mosca secular do Nefelibata!...
Este nojento sangue que me arrebata
Destruidoramente tem urânio.
Numa carniçaria ancestral,
As incontabilíssimas frias moscas
Fazem-me de ninho à essas larvas toscas,
Que comem loucas, minha massa cerebral.
No órgão palpitante, erroneamente
Tentaram à sua raça em devoção,
Fazer eterna a espécie - inconscientes!...
Porém de amor, meu podre coração
Consumiu-as voraz, e vorazmente:
Devorou-as e pôs a raça em extinção.
Gustavo Castro.
3 comentários:
Não gosto de suas poesias...falha tentativa de se parecer com Augusto dos Anjos e Gregório de Matos....desisti vai...
Muito obrigado por ser sincero(a) e também serei: é de opção sua gostar ou não do que escrevo. Primeiro lugar, em momento algum eu tentei parecer Augusto dos Anjos ou Gregório de Matos. Gregório é Barroco, do segundo período se não estou enganado, e eu ODEIO esse período literário. Não pretendo ler nada de Gregório. Porém, amo Augusto dos Anjo e sou um leitor assíduo do mesmo. Em segundo lugar, se te lembrei Augusto - porque aí não tem nada de Gregório - fico honrado em te fazer recordar de um dos poetas mais lidos no país. E terceiro, obrigado por comentar. Uffa, acho que é só...rs rs rs rs
Tipo assim, imaginei voce recitando ele, cheio de raiva, um quase grito saindo nos acentos...
Sem mais, que to sem folego!
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