10/11/2010

Às forças no Eu.



Fida força telúrica do cosmos
A mesma de mil séculos findados
Encerrada na rúpia dos destroços
Que antes eram risos abaulados

Tu, inexorável força e ânsia
Coze-me os dois olhos desta face
E por mais que por paz eu aclamasse
Come, desde o exórdio da infância.

Nasceis tu, da mais figurada fenda
Do Orbe-Deus dos povos primogênitos...
Estes cedros de argila congênitos  
Aos ‘herofantes’ Lusos deram tenda.

Entre qual cemitério as forças vertem?,
Desta minh’alma sôfrega se escoram?!
A mesma força mítica do gérmen
Que estes rins paralíticos devoram?

Dei-me a mão, Oh carrasco das duas foices
De tua boca douda, quero o escarro
Peçonhento, que cala frias noites...
Quero todo este ouro de teu barro.

Excêntrico é o verme destas moscas
Que vertem larvas leucas do Gerânio!...
Penetrarão meu tumulo tão toscas
E hão de devorar este meu crânio.

Pois, ademais além deste covarde,
Um sentimento tísico o aleija!...
Ignóbil , meu peito todo arde,
E Eu cuspo na boca que me beija. 


Gustavo Castro.

2 comentários:

Sentimento dos Anjos disse...

"QUE ME PERDOEM OS REALISTAS, MAS EU SÓ SEI FALAR DE AMOR"??? ONDEEEEEEEEEEEE??? MEDOOOOO DESSA PSTAGEM, KKKKK muito perfeita, mas há de convir comigo... amor aí? cadê? rsrs parabéns, e a mudança de estilo mostra que você é um poeta completo! Arrasouuu...
aproveitando vou divulgar o meu blog também rsrs
http://sentimentodosanjos.blogspot.com/ ... porque os Anjos por seus sentimentos... Choram!

Mariza Duran disse...

Gente que mudança radical! Bem mais obscuros e complexos...

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