Fida força telúrica do cosmos
A mesma de mil séculos findados
Encerrada na rúpia dos destroços
Que antes eram risos abaulados
Tu, inexorável força e ânsia
Coze-me os dois olhos desta face
E por mais que por paz eu aclamasse
Come, desde o exórdio da infância.
Nasceis tu, da mais figurada fenda
Do Orbe-Deus dos povos primogênitos...
Estes cedros de argila congênitos
Aos ‘herofantes’ Lusos deram tenda.
Entre qual cemitério as forças vertem?,
Desta minh’alma sôfrega se escoram?!
A mesma força mítica do gérmen
Que estes rins paralíticos devoram?
Dei-me a mão, Oh carrasco das duas foices
De tua boca douda, quero o escarro
Peçonhento, que cala frias noites...
Quero todo este ouro de teu barro.
Excêntrico é o verme destas moscas
Que vertem larvas leucas do Gerânio!...
Penetrarão meu tumulo tão toscas
E hão de devorar este meu crânio.
Pois, ademais além deste covarde,
Um sentimento tísico o aleija!...
Ignóbil , meu peito todo arde,
E Eu cuspo na boca que me beija.
Gustavo Castro.
2 comentários:
"QUE ME PERDOEM OS REALISTAS, MAS EU SÓ SEI FALAR DE AMOR"??? ONDEEEEEEEEEEEE??? MEDOOOOO DESSA PSTAGEM, KKKKK muito perfeita, mas há de convir comigo... amor aí? cadê? rsrs parabéns, e a mudança de estilo mostra que você é um poeta completo! Arrasouuu...
aproveitando vou divulgar o meu blog também rsrs
http://sentimentodosanjos.blogspot.com/ ... porque os Anjos por seus sentimentos... Choram!
Gente que mudança radical! Bem mais obscuros e complexos...
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