25/10/2010

Soneto do Sonho Morto


Repousa em mim escárnios de segredo
De meus sonhos finados no presente...
Destes amores vários tão ausentes
Que abarrotam minh’alma de medo.

Cunham em face, ríspida canção
As lágrimas que rolam por saber
Que destes sonhos mortos no coração
Beberei a lembrança de os não ter.

E dos raios que vertem do futuro
- Com suas chispas de fogo a incandescer
Esta vil negridão em que mergulho -

Será triste a memória que terei:
Sonhos despedaçados pelo mundo
Este, que humano riu quando falhei.



Gustavo Castro.



4 comentários:

Jenny disse...

Adorei que vc comentou no meu blog. Tbm achei o seu blog ótimo, me identifiquei com muitas de suas poesias.

Gustavo de Castro disse...

Que ótimo! Podemos nos conhecer melhor?

Mariza Duran disse...

Sempre surpreendendo com os poemas e sonetos Gustavo...que faz a gente sentir a dor, como se eles estivessem vivos! Parabéns sempre!

Gustavo de Castro disse...

Ah obrigado meu amore, mesmo! Te amoooo!

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