24/10/2010

Soneto de extinção

Não sabes como é bom te ver no passado!
  
Ao te fitar, insípido passado
Tu mostras a mim, sádica história
Destes dias de grito na memória...
A romper o futuro desprovido.

Dores, gemidos cálidos no espaço
Em que outrora pintavam em solidão
A nebulosa e ríspida canção
Que agora, em prazer vívido eu desfaço.

Agora, olho de rastros em devoção
O amor que era eterno ser passado
Tornar-se morta cinza de ilusão

E olhar-te-hão os meus olhos crispados  
Em supremo prazer e emoção
Por tu estar extinto de meu coração.


 Gustavo Castro

Um comentário:

Faça e Venda - SOS disse...

FT diz: "Me esqueceu??"
Guh: "Não apenas exinto!"
Gostei! Perfeito!
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