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Fiz este soneto a alguém que muito amo, que por uma traição está a sofrer e dentre outras coisas que vem passando. Não há em mim muita felicidade, mas se quiser te dou esse restinho, eu te amo. |
Se tuas lágrimas vertem pela dor
Que tu guardas no peito traído
Dê-as a mim, e recebo todo seu rancor
Para que em seu lugar, eu sofra destemido.
Disseras-me que a morte vem andar
Calada, dentro em ti nas madrugadas...
Diga imponente a ela sem se adiar:
Que faça em meu peito tua morada.
Quando sofres, eu sofro contigo
Passo no mundo tuas dores a tragar
N’ânsia de te dar seguro abrigo...
Tuas dores... -eu sofreria em tem lugar
Se pudesse roubá-las para mim
Pois o amor não possui limite nem fim.
Gustavo Castro

2 comentários:
Se eu tivesse alguem que me amasse assim...
Lindo, amor!
Demaiiis!
Obrigado amoreeee! Te amo!
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