15/09/2010

Ouça. ( Soneto )

Fiz este soneto a alguém que muito amo, que por uma traição está a sofrer e dentre outras coisas que vem passando. Não há em mim muita felicidade, mas se quiser te dou esse restinho, eu te amo.





Se tuas lágrimas vertem pela dor
Que tu guardas no peito traído
Dê-as a mim, e recebo todo seu rancor
Para que em seu lugar, eu sofra destemido.

Disseras-me que a morte vem andar
Calada, dentro em ti nas madrugadas...
Diga imponente a ela sem se adiar:
Que faça em meu peito tua morada.

Quando sofres, eu sofro contigo
Passo no mundo tuas dores a tragar
N’ânsia de te dar seguro abrigo...

Tuas dores... -eu sofreria em tem lugar
Se pudesse roubá-las para mim
Pois o amor não possui limite nem fim.


Gustavo Castro

2 comentários:

Unknown disse...

Se eu tivesse alguem que me amasse assim...
Lindo, amor!
Demaiiis!

Gustavo de Castro disse...

Obrigado amoreeee! Te amo!

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