01/09/2010

Soneto de espera.


Aguardarei: mesmo que eterna seja a espera
E no canto do ruir dos tempos eu me perca,
Sem norte, à espera do inverno
Para que a neve cubra a aridez do meu coração:
-Eu esperarei!
E que na estátua viva de sentimentos
Serena a noite clame seu pranto
E regue com lágrimas ácidas
Essa miríade de desalentos.
E quando o sol lançar seus raios
E nas fendas a luz pesar
Pese anos e milênios...
Serei rocha intacta no sei da terra.
Eu esperarei!

Gustavo Castro.



Um comentário:

Sentimento dos Anjos disse...

LINDO DEMAISS.. UM DOS MELHORES NA MINHA OPINIÃO.. A ESPERA ME ASSUSTA SABIA?... PARABÉNS MEU ANJOOO

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