01/09/2010

Desabafo N° ( perca de contagem)



Traduzo através da face o oposto do que meu coração sussurra nos ouvidos da minha densa alma: desobedeço-me. É insana a realidade a qual arquiteto; qualquer que seja o projeto, o contrário será o resultado. E por dentro eu choro e grito, mas assim, firme e robusto eu sorrirei; E por dentro eu sou a toda negridão do espaço, mas por fora um lusco-fusco a realçar o próprio espaço.
Tudo porque te amo.
Tudo porque o tudo é você!
Deixarei no ar aquele conhecido silêncio teu, e que fiquem nele implexas todas as respostas; devo me calar? Não, eu não, não devo! Caso afirme, será antagonicamente feito: debruçarei sob seus pés e salvarei vidas urrando as três palavras de perdição (-Perigo!): eu te amo.
Eu temo ao grito, pois corro o sério e inevitável risco de apenas escutar, como consolo, os ecos de minha voz a balbuciar os ouvidos: por isso eu grito assim, calado (-contorno-me); o risco é meu refúgio, o risco é meu medo.
Pois, que fique sabido então: o silêncio será mudamente o meu falar.

Gustavo Castro.

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