06/08/2010

Soneto cego.

E se sofro o mudo grito do amor calado
Que trasborda o prisma que em meu peito habita
E em uma ou mil cores o coração agita
A cor do amor tão sonhado.

E choroso a tecer meu verso
De amor implexo na entrelinha
Uma rima calva, um soneto cego
Por amar quem não devia.

E se ama como amor solene
Eterno no peito tremerá ainda
A badalar a dor perene 

Que a luz dos meus olhos insana míngua
Um amor que a luz da alma ascende
Amor de tristeza que me fascina.


Gustavo Castro

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