Aos que sofrem de amor galante
Inevitável quanto o fim do dia
Amai ainda, por mais que errante
E da morte dele terás a vida.
Pois a morte pelo amor supremo
É doce na amarga lida
Como um dia de verão ameno
Devasta o frio que o tremula ainda.
Amai, e não use milhões de estrelas como medida
Amai acima do amor, mais alto e além
Amai como quem não tem saída
E na verdade não tem.
Gustavo Castro

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