26/07/2010

Soneto de Silêncio


E se me calo, pois à noite
De dores, fria treme a fala
Com o mudo silabar resvala
No gemido que insiste.

Furta-me insana a voz
Cala-me com seu beijo de marfim
E goza minha mudez chorosa
Regozija-se em seu silêncio sem fim.

Eis que surge, calma e bela
A vibração que se torna um grito
Superando a mudez negra

E a oscilação de um gemido
Esparge forte o silêncio na calma
E surge imponente seu nome, num grito que aquece a alma.


Gustavo Boss

Nenhum comentário:

Seguidores