28/06/2010

A justiça é cega, ou nós que não a vemos?



Aprendemos na escola que, vivemos num país democrático, onde todos nós somos iguais perante a lei, e logo, nos é ensinado que esses direitos - que hoje são reflexos de lutas passadas - foram alcançados através do suor de batalhas e do findar de muitas vidas de pessoas que mal usufruíram do fruto de sua peleja. Temos em mãos um legado, o qual não nos foi deixado de bandeja, pois é historicamente evidenciada a luta do cidadão para que, acima de tudo, todos nós fôssemos iguais perante a lei. Muito sangue foi jorrado, muitas sinas alteradas para que, tivéssemos escrito em nossa constituição que todos somos iguais perante a lei e que vivemos em uma sociedade pluralista. Não há nada mais justo do que deixarmos clara nossa eterna gratidão, expressando-a através do uso dos direitos que, por meio de tantas lutas, foram conquistados. Que tal então, fazermos uso da democracia?
Talvez, nós não exercemos nossos direitos por ausência de conhecimentos aos mesmos, ou por simples descrença, seja na honestidade das pessoas, ou na eficácia do judiciário de nosso país. Ou então nos calamos também, temendo sermos taxados de implicantes e tantos outros adjetivos pejorativos que a sociedade faz uso.
O cidadão torna-se cada vez mais pacato e cego em relação ao seu poder. A justiça é cega ou nós que não a vemos? O que temos em mãos não é um livro qualquer; é a nossa constituição, a carta magma regedora do país, e nela estão expressos todos nossos direitos e deveres. Pagamos impostos, votamos, enfim: cumprimos com nossa obrigação de cidadãos e nada mais justo do que colocar em prática o que aprendemos na escola: todos nós temos direitos.
A essência do povo está deplorando-se aos poucos. É sabido pelos adolescentes como fazer uso do Orkut, Twitter, etc. No entanto a constituição lhes é algo extremamente desconhecido. Não é por meio de reclamações através de sites de relacionamento, com frases assassinando nossa Língua Portuguesa que vamos progredir, e sim por meio de nossas atitudes, protestos e acima de tudo: do uso dos direitos, que com muita luta, foram conquistados.
Parece-me que, com o passar dos tempos, com a modernização de gerações, estamos a deixar perderem-se por aí, nas esquinas da vida, aos poucos o que através de tanta luta nos foi dado. – Conquistado.

Por Gustavo Boss.

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