13/02/2014

Uma Avenida

Começo e fim. Olha ela tão difusa sempre a estar. Descendo rumo ao... difusa. A vida de muita gente é passá-la, dia após dia, quatro, cinco, sete, mas anos, até que se despeçam. Jovem universitário, jovem mundo, jovem tudo se liga a ela. Parece meio infinita sua extensão infinita desenrolando-se longilínea a não sei bem o quê feito aguandânças amazônicas à procura de mar para desaguar tranquila seu fluxo frenético de coloridos semoventes e terminar. Solitária. Quantos atravessados os caminhos sem sentido, sem se tido direção, seguiam-na, mas não. Acho que não se pode redesenhar sua forma de ser si. Outras, sei que se perdem em outras direções ou trazem desconhecer. Essa cidade tem três Ss no nome. Não tem a D. Antônio? passa mercado passa posto passa pneumáticas passa farmácia passa açougue passa praça passarola passa até chegar que chega. E tudo dela não tem fim porque tudo a ela retorna. Gostava de olhar sua longinuidade em cinzasfalto desaparecendo por entre os carros desacautelados. Gostava de olhá-la esbelta, D. Antônio de Medula espinhal e Periferias vou bem obrigado, risos, a Unespcerebral, nós, impulsos eletricuniversitários sinapizando em pontos diversos. O que que nela existe que não em mim que a torna ela? tem tudo tudo de bom sem ser lembrada, tem de ruim também porque é disso que lembram. São os homens. Gostoso olhar ela enquanto ando, esse corredor de vento, essa gaiola de Sol. Uma vez eu vou a Paris e lembrar de dela, lado da Torre, se alguém pensa ainda nela, se ela ainda está no início de todas as coordenadas, se ainda vira rio quando chove, se ainda me atropelam o nerd-nóia-viado-bandido na faixa de pedestre-pederasta. Se ainda a fazem de verso, de festa, de casa. Diversos. Ela é muito presente essa D. Antônio mesmo. Corre que atrasado. Será que ninguém ela sem ser rua? Corre. Não mãe, na bicicleta atrasado. Corre. Avermelhou. quente o asfalto, mas não nas pernas, onde foi parar minha mãe? não moça, chora não eu atrasado. Cadê minhas pernas que não sinto?! Corre! que a aula quer começar e agora tem essa luzes e barulhos, será que tem festa no Cartola? Corre. Mas sem pernas gente a cozinha suja e é meu dia de limpar os gatos do bosque a moça da cantina fez café ora bolas mãe com saudade do Gabriel é um rapaz e eu não vi corre corre corre atrasado e tem prova e tudo estranho essa gente com máscara me chacoalhando, para! Me chacoalhando tira essa música me chacoalhando Gustavo... Gustavo... me chacoalhando Gustavo, não quero. Acorda, atrasado pra prova, não vou te chamar novamente.
Coloquei a água para ferver, o dia estava frio.

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