08/12/2013

iii-

Você, - a quem meus olhos de concreto,
inabitáveis, não sabem senão
ceder-lhe a majestade do segredo,
tantas vezes velado no silêncio que
orbita a insolidez das tuas verdades.-
Reduza-me ao só verbo que é teu nome:
toque de lábio aos dentes até por fim
repousar no sabor da tua umidade,
a língua imaginária que há nos olhos.
-Ventríloquo, tão escravo dos teus medos,
a tua voz verdadeira está no olhar
longínquo que esbraveja em tua mudez.
Ogiva de segredos, desarmá-la,
nunca será possível sem poesia.

Nenhum comentário:

Seguidores