Você,
- a quem meus olhos de concreto,
inabitáveis,
não sabem senão
ceder-lhe
a majestade do segredo,
tantas
vezes velado no silêncio que
orbita
a insolidez das tuas verdades.-
Reduza-me
ao só verbo que é teu nome:
toque
de lábio aos dentes até por fim
repousar
no sabor da tua umidade,
a
língua imaginária que há nos olhos.
-Ventríloquo,
tão escravo dos teus medos,
a
tua voz verdadeira está no olhar
longínquo
que esbraveja em tua mudez.
Ogiva
de segredos, desarmá-la,
nunca
será possível sem poesia.
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