22/01/2013

Tic-Tac


E então trajou-se de tempo
E está a andar no mundo
O assassino do presente.
Pude vê-lo numa criança
A empurrar o carrinho
Sentada no chão da rua
Sem saber que na verdade
Empurrava para longe
De si o seu próprio instante.

Tão pouco tempo para ser
Um só passo do compasso
Passageiro que é o presente.

Tic-tac, já é passado...

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