Não há mais sangramento em
minha alma
Pois deixei no passado minhas
feridas...
Ainda as sinto doer como doeram
Mas é a consequência da
lembrança.
É tão presente ainda como o
instante:
Passado é o acaso de quem
recorda,
E o ócio do desejo de quem vive
No ócio da lembrança que não
volta.
Minha tristeza não é
cronológica:
Ela é migração fátua de
memória,
É prova da presença do passado:
Anulação do que distingue o
tempo.
A distinção do tempo é fuga.
Passado: esta ilusão de
esquecer
Presente: segurança do lembrar
Futuro: é lá que espera o desejo...
Gustavo de Castro

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