02/10/2011

Soneto em Epigrama Nº 2


Quando romperem pálidas sem fim
As brumas que resguardam a fria morte
Terei do tempo, a paz dos ventos nortes
Soprando véus sepulcros sobre mim.

Quando gritarem ríspidos meus olhos
Ao carrasco empunhado sua foice
E então manchar de sangue a fria noite
Ao ultimo badalar dos meus relógios

Deixarei, como deixo o tédio, à vida!
E ao mundo meu canto de agonia,
Por me calar a voz com tua guerra

Em destroços fez minhas fantasias
Na minha face, teus punhados de terra
E junto a mim, cadáveres de alegria.

Gustavo Castro

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