Guardar-te-ei desta noite que detém
Todo medo nefário que te assombras.
E do escuro, não temas nada além
De não veres minhas rimas sempre prontas.
Terás dos céus a música querida
Ecoando feito vento em teu ouvido:
“Durma anjo que o escuro é luz anoitecida...”
Durm’anjo, nos meus braços estendido.
Chorarei as tuas dores se preciso!
São demais os perigos desta vida,
Não mais fortes que o verso que te guarda.
Não mais fortes que o verso que te guarda.
Vens ao mundo, há fome e tantas guerras.
Teus olhos não merecem esta vista!
Que teus pés não caminhem nestas terras.
Gustavo de Castro

Um comentário:
Belíssimo soneto, de um lirismo tocante, um anjo em plena a realidade, que se preserve na essência de anjo,
um cordial abraço.
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