14/02/2011

Primeiro soneto a C.E.



Pois, se me resguardasse o destino morte
No célere compasso do meu fim
Traria à mente teu corpo forte
Que por tanto roubou risos de mim.

Eu só suplicaria aos céus em lágrimas
Que denegasse aos vermes meu coração
E nele, teu olhar nas noites pálidas,
Guardaria da vil decomposição.

Digo, pois, do que sinto a sufocar
O meu peito repleto de teu ser:
Tão somente se enganam ao falar

Que sabem o que é de amor morrer
Posto que eu vivo a amar em tomento,
Más não há quem agarre à mão o vento.



Gustavo Castro.

2 comentários:

Unknown disse...

Passar aqui é sempre se surpreender!

Gustavo de Castro disse...

Obrigado! Te amo!

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