Pois, se me resguardasse o destino morte
No célere compasso do meu fim
Traria à mente teu corpo forte
Que por tanto roubou risos de mim.
Eu só suplicaria aos céus em lágrimas
Que denegasse aos vermes meu coração
E nele, teu olhar nas noites pálidas,
Guardaria da vil decomposição.
Digo, pois, do que sinto a sufocar
O meu peito repleto de teu ser:
Tão somente se enganam ao falar
Que sabem o que é de amor morrer
Posto que eu vivo a amar em tomento,
Más não há quem agarre à mão o vento.
Gustavo Castro.

2 comentários:
Passar aqui é sempre se surpreender!
Obrigado! Te amo!
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