20/09/2010

Soneto do voo eterno.

Você me causa isto.


Farei da vida eterna de quimeras
Espera de dor, pálida no céu
Rompendo tempos, séculos e eras
Na perene estátua dum corcel

A galopar sem rastros na tua luz
Nesta cegueira insana por amar
Dias, meses, milênios... E conduz
O meu maciço espírito a cantar

A nebulosa Música da dor
 No destoante acorde dum gemido
Que espalha ao vento cálido em louvor

As notas sempre vivas dum perdido
Coração que fiel em te esperar
Seguirá por teus céus, sem asas a voar.


Gustavo Castro.


2 comentários:

Unknown disse...

Procurando o que comentar...
Tá ficando chato já, vir aqui e toda vez falar:
-Bão demais!
;*

Gustavo de Castro disse...

Obrigado amore.

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