
Eu sei que determinada rua que eu já passei, nunca mais sentirá o toque de meus passos. Que a pessoa que cumprimenta-me todos os dias enquanto caminho ao trabalho, pode estar vendo-me pela ultima vez. Pode ser a minha ultima postagem, meu ultimo suspirar. Como somos vulneráveis, indefesos. Lutamos, trabalhamos, estudamos, para um dia a morte dar-nos seu doce beijo, e colocar um ponto final na narrativa de nossas vidas. Como será que irei partir? Terei tempo de formar-me? Terei tempo de encontrar a pessoa que procura-me, mas eu nem sei que existe? Conseguirei eu atingir a felicidade, antes que, muda, a morte finde minha vida? Terei tempo para dizer certas verdade que querem sair, mas não posso dizê-las? Tornar-me-ei pó, antes de morrer de amor e ser correspondido?
Em que esquina a morte vai dar-me a mão? Para onde caminhamos? É apenas para o fim, essa é a unica certeza. Com que face ela virá? Vestida em fino veludo? Um câncer? Ou um simples tropeço, chocando a cabeça no meio fio da rua? O coração se recusa a bater no próximo minuto? O que sei é que em alguma esquina da vida ela espera por mim, e não sei quando ela dará-me a mão. E vingar-me-ei neste dia, se meus átomos participassem do cantar de um pássaro, ou de um lindo por do sol. Venha bela morte, mas demora, que ansioso estarei a sua espera, com meu mais belo terno.
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