Já tive medo do escuro, e hoje, me refugio nele.
Já tive medo da solidão, e hoje, ela é minha melhor amiga.
Já segui conselhos de terceiros, na esperança de não quebrar a cara, todavia
quebrei. E hoje, mais maduro, continuo quebrando.
Já errei muitas e muitas vezes, tentando corrigir erros, cometidos na ânsia de
acertar. E hoje erro, mas aprendo com eles.
Já ignorei pessoas e segui meu coração, mesmo sabendo que me levaria ao caminho
errado. Hoje não escuto ninguém, nem a mim mesmo.
Já segui pessoas e ignorei meu coração, e nem todas levaram- me ao êxito. Hoje,
pra mim, conselhos são cinzas de erros, impossíveis de se utilizar.
Já gritei com todas as minhas forças por ajuda, e o único refúgio que
encontrei, foram meu lápis e meu caderno. E hoje continuo gritando, mas um
grito mudo. Calado. Abafado pela agonia do lápis a riscar o papel.
Já chorei muitas vezes, sem saber o motivo. Sensível que sou. Hoje ainda choro,
e sem saber o porquê.
Já usei maquiagem, era arte.
Já sorri muitas vezes para fazer favor. Hoje, só sorrio se estiver afim, caso o
contrário, no máximo um olhar. Melancólico.
Já acreditei em um deus, que criou um ser que precisa matar outro para
sobreviver e diz em seus mandamentos – NÃO MATARÁS! Hoje acredito apenas em
minha própria capacidade. Eu sou meu deus e tenho a mesma autoridade que o
papa, só não possuo tantas pessoas que acreditem nisso. Lembrando que não sou
ateu, apenas não consigo crer em um deus que quer ser louvado o tempo todo. E
não preocupem- se porque não vou pro inferno. Se realmente fomos criados a imagem
e semelhança de deus, no dia do julgamento ele aceitará propina!
Nada é permanente, exceto à mudança. Se mudei, se melhorei, nada me importa.
Vico arriscando, sem medo de errar. Hoje simplesmente contento- me com a beleza
de ser um eterno aprendiz.
Gustavo Boss

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