
Nas rotinas cansadas, eis que surge uma mudança. O mundo pára com cada drible criativo e o grito estridente quando a bola toca à rede, parece colocar todo o estresse para fora num só instante. Empreendimentos fecham suas portas mais cedo, liberam funcionários;literalmente o mundo para. Enquanto a acirrada disputa por uma taça de ouro consome a atenção de pessoas do mundo todo, estômagos roncam em terras que clamam por vida. Radical não?, não! Enquanto assistimos pessoas ganharem fortunas para chutar uma bola, outras tantas no mundo todo não possuem sequer a força necessária para efetuar um chute. A fome, a miséria, a sede. O mundo pede por socorro. E é com grande facilidade que ele se mobiliza em função de algo aparentemente inútil. Pensem se com essa mesma facilidade nos mobilizássemos para contribuir, nem que seja da menos maneira, para ajudar tantas pessoas que necessitam de alimento e acima de tudo de dignidade. Não que se parássemos de assistir à Copa do Mundo o problema se resolveria, mas sim se nos uníssemos com essa mesma facilidade em prol de uma ajuda a quem realmente precisa de atenção. Tenho certeza que essas lágrimas não caíram pela emoção de ter a taça em mãos, ou de vê-las em outras.
Por Gustavo Boss.
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